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Universitários do curso de Nutrição apresentam trabalhos científicos no INSETEC 2019


  

Entre os dias 06 e 08 de novembro, foi realizado no Parque de Exposições João Alencar Athayde, o INSETEC 2019 - I Congresso Brasileiro de Insetos Alimentícios e Tecnologias Associadas e o II Simpósio Brasileiro de Antropoentomofagia, com o objetivo de abordar todas as áreas temáticas e tecnologias associadas à produção e utilização de insetos como alimento para animais e humanos. O evento visa reunir os principais atores e entusiastas deste emergente mercado, como cientistas, estudantes, empresas, autoridades governamentais e imprensa. O INSETEC 2019 surge de uma parceria entre a Associação Brasileira de Criadores de Insetos (ASBRACI) com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) campus Montes Claros, a fim de proporcionar intensa troca de experiências, aprendizado e negócios, aos que acreditam que a sustentabilidade é a base para expansão da produção de alimentos no Brasil.

Acadêmicos do curso de Nutrição da Fasi participaram na apresentação de trabalhos científicos, orientados pela professora Doutora Suerlani Moreira Ruas, que ministra as disciplinas de Tecnologia de Alimentos, no 3°período e Bromatologia, no 6º período.

“Foram apresentados 2 resumos expandidos feitos por um grupo de 3 acadêmicos sob minha orientação. Ambos os trabalhos tinham como temática a entomofagia. Os acadêmicos se inscreveram no evento, escrevemos juntos os trabalhos e a apresentação foi realizada por eles. Os alunos são bem interessados em novas técnicas e procedimentos que surgem na área de Nutrição e ao tomarem conhecimento deste evento me procuraram para eu os auxiliassem na pesquisa. Entomofagia é o nome dado à prática de comer insetos. Para muitas sociedades, os insetos também são uma iguaria. Por aqui parece repugnante, mas em todo o mundo, muitas pessoas já complementam suas dietas com insetos. Em nossa região, este hábito ocorre de forma tradicional em algumas comunidades rurais, sendo a formiga Tanajura um inseto utilizado na alimentação”.

Ela ainda comenta sobre a relevância da INSETEC para a formação dos estudantes. “A importância da participação dos acadêmicos neste evento vem não somente da construção do currículo, mas também do conhecimento e da oportunidade de conversar sobre áreas que até então fogem um pouco do trivial. Além disso, este tipo de evento ajuda a direcionar a carreira para uma especialidade, com setores mais especializados. E mesmo para quem fará uma especialização ou um mestrado, os certificados e a participação em eventos acadêmicos ajudam a destacar o estudante pelo perfil. A melhor forma de ingressar nesse meio é através de uma iniciação científica, que dará ao estudante material para escrever artigos científicos e participar em eventos acadêmicos como mais do que um mero observador”.

Daniela Cristina, acadêmica do curso de Nutrição da Fasi participou do evento e comenta sobre seu envolvimento na pesquisa. “Eu, juntamente com colegas e orientação da professora Suerlani, tivemos a oportunidade de apresentar duas revisões de artigo no congresso com os temas: "Uso de insetos na alimentação humana: uma revisão de literatura" e "Antropoentomofagia no Brasil: uma revisão de literatura", ambos baseiam-se na pesquisa de artigos datados de 2009 a 2019 e possuem como objetivo analisar o consumo de insetos por humanos, tanto no mundo quanto no Brasil e a sua aceitabilidade. Também avaliamos qual preparação teria melhor aceitação e como conclusão percebemos que os produtos alimentícios processados de insetos têm melhor aceitação do que ele in natura e que muitos lugares do mundo e também muitas regiões do Brasil já fazem esse consumo”.

A universitária completa: “durante o congresso percebi que alimentação à base de insetos é uma alternativa viável para o mundo, tanto em relação à sustentabilidade quanto também relacionada a qualidade nutricional que ele apresenta. Diversos estudos mostram que os insetos representam uma boa fonte de proteína. Na alimentação animal, já utiliza-se a farinha de inseto como a composição de ração e, no futuro, quando as indústrias alimentícias investirem em produtos para os humanos, precisarão de profissionais capacitados para exercer essa futura área que já emerge em muitos lugares do mundo. Aspectos legais já estão sendo solucionados, a segurança alimentar e a segurança dos alimentos também foram discutidos durante o evento. Entendemos que na nossa cultura é difícil a aceitação desta novidade, porém, através de informação sobre os benefícios, tirar dúvidas e preferir preparações enriquecidos com as farinhas, por exemplo, ajudem na aceitabilidade da população. A Nutrição deve estar atenta a essa nova perspectiva e atualizar nessa proposta que vem com força”.

 

 

 


Publicada em: 11/11/2019
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