Como é surpreendente ver pessoas comemorando o Dia Internacional da Mulher com flores, chocolates, presentes e outros mimos e, ao mesmo tempo, alguém questionando porque estabeleceram a data. Não é que a sociedade não possa homenageá-las, mas esse dia é muito mais que um simples momento de presentes.

O Dia Internacional da Mulher tem um significado muito mais forte e está longe de ser uma data comercial ou de alguém bonzinho que resolveu politicamente devotar um dia a quem é vítima de preconceitos e outros desmazelas da sociedade.

Historicamente esse dia foi marcado por lutas femininas a favor dos direitos femininos ao redor do mundo. Nesse processo, o destaque negativo foi o trágico incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York, em 1911, que vitimou 130 operárias; todas perderam a vida.

Mas a história contada por homens encobre outras situações ao longo do tempo, porque trata-se de história “insignificante” para muitos.

Nesse percurso sombrio de muito sofrimento, por causa do gênero e consequentimente das questões de “raça/cor”, a mulher vem lutando por seus direitos. Assim, a escolha do 8 de março, por exemplo, se deu depois de uma manifestação, na Rússia, contra o Czar Nicolau II, em 1917, ainda durante a Primeira Guerra Mundial. Na época, cerca de 80 mil mulheres se uniram contra as péssimas condições de trabalho do país; contra a fome que a maior parte da população enfrentava e contra a participação da Rússia no conflito armado. Dessa forma, o Dia da Mulher nessa data foi criado, primeiro, em território russo.

Só em 1945, 20 anos depois que os russos já comemoravam esse marco histórico, a ONU assinou o primeiro acordo internacional que garantia a igualdade entre homens e mulheres.

Assim, a oficialização internacional de 8 de março como o Dia da Mulher demorou mais alguns anos. Só foi oficialmente reconhecido pela ONU em 1977.

Então lembre-se: 8 de março não é apenas um dia para dar flores e fazer homenagens às mulheres e sim dia para lembrar que ainda há muitos problemas quase similares que as pioneiras enfrentaram no início do século passado: violência contra a mulher, feminicídio, aborto, diferença salarial…

É uma luta além do gênero, mas de pessoas que têm a sensibilidade de igualdade e respeito.

Mulheres devem ser tratadas pela igualdade, além da visão poética, da aparência, da posição social. Mulheres são mulheres. Respeito é respeito. Faça sua parte e o mundo agradece. Se não tem capacidade de reconhecer a magnitude do feminino, ao menos respeito-o.

Nunca… Jamais legitime a cultura do estupro; ninguém tem o direito. Procure sempre relações sadias com as mulheres: mãe, filha, irmã, companheira, amiga, colega de trabalho e qualquer mulher, mesmo que não a conheça. valorize a vida! Respeito!

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Wallace Sousa Graduando em Psicologia pela Faculdade de Saúde Ibituruna – FASI. Membro da Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental (ABPMC). wallacfs@gmail.com

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