Estudantes do 1º período do curso de Psicologia Fasi participaram da XIII Mostra de Teatro Psicologia, que aconteceu no dia 06 de dezembro, no auditório da instituição. Durante o evento, foram realizadas apresentações de peças teatrais com os temas “Reforma Psiquiátrica” e “Direitos Humanos”.

As atividades foram orientadas pelos docentes Marlúcia, que ministra a disciplina Anatomia e Fisiologia e por Antônio César Silva, que ministra a disciplina Relações Interpessoais. Presente no evento, a coordenadora do curso Laura Lílian Ferreira frisou sobre a tradição do evento e a importância na formação do estudante. “A Mostra de Teatro Psicologia acontece há seis anos com nossos alunos. Sua proposta é, através da expressão artística, fazer com que o estudante traga para o espaço da arte, aquilo que discutiram e aprenderam em sala de aula. Além disso, no processo de elaboração das cenas, eles estão construindo as relações interpessoais, que é uma maneira de vivenciar o diálogo e o trabalho em equipe”, destacou a coordenadora.

O docente, psicólogo e psicanalista, Antônio César Silva, destacou o objetivo do evento. “A mostra vem, a cada semestre, dar mais visibilidade ao curso de Psicologia e ao fazer Psi, ou seja, os estudantes conseguem aliar duas grandes temáticas, a Reforma Psiquiátrica e os Direitos Humanos e da teoria fazer uma interface com a prática. Então, eles apresentam em forma de teatro, o que eles estudaram durante o semestre. Eu vejo isso de grande valia, pois, os alunos estão iniciando o curso e precisa haver interação entre eles porque existem pesquisas que indicam que, quando o aluno chega na universidade, muitos sofrem várias situações e entre elas as relações interpessoais é um dos problemas mais comuns”, frisou o docente.

Além da coordenação e docentes, amigos e familiares dos acadêmicos foram convidados para fazer parte da plateia. A equipe de Fernando Zuba apresentou uma peça com abordagem sobre Direitos Humanos, no roteiro, uma mulher sofria violência de seu esposo, com quem tinha duas filhas. Depois de alguns anos, uma das filhas do casal começou um relacionamento e também era agredida pelo namorado. A peça destaca que a adolescente não teve o apoio da família e precisou passar por processos de ajuda psicológica até conseguir denunciar o agressor.

Esta experiência é uma contribuição pessoal porque reforça ainda mais a ideia de que deve haver cuidado quanto aos valores porque a sociedade é realmente machista. Então, mesmo eu sendo homem, concordo que é um tema que deve ser discutido porque é uma reflexão importante e que contribui e reforça a ideia de que temos que ser mais maleáveis com a dor dos outros. Também, no ponto de vista acadêmico, futuramente vamos passar por situações em que teremos pacientes com estes tipos de transtornos e devemos ter consciência da melhor forma de orientar. Então, não é somente uma discussão social, mas importante para a nossa formação”, concluiu Fernando.

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