Doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue tem uma maior incidência em climas tropicais e subtropicais e pode levar a pessoa até a morte. Por isso, há a necessidade de estar sempre atento e colocar em prática medidas de prevenção. Atualmente, a doença evoluiu para duas novas formas: a Zika e o Chikungunya.

A coordenadora do curso de Enfermagem da Fasi, Cláudia Danyella Leão, explica o motivo da doença ser comum em alguns locais específicos. “A dengue é mais comum em regiões tropicais e subtropicais devido as flutuações climáticas, como o aumento da temperatura, variações na pluviosidade e umidade relativa do ar. Estas condições favorecem maior número de criadouros disponíveis e, consequentemente, o desenvolvimento do vetor”, ressalta a coordenadora.

Cláudia ainda comentou sobre diferença entre sintomas da gripe comum para a dengue e quais são os sintomas que dengue apresenta. “Na gripe comum se tem sintomas respiratórios como coriza, tosse e espirro já na dengue não se aponta. A dengue, geralmente é acompanhada de uma forte dor de cabeça, prostração, dores no corpo e articulações, erupção e prurido cutâneo, além de dor atrás dos olhos. Perda de peso, náuseas e vômitos também são comuns.”

A coordenadora ressaltou sobre alguns sinais de que a doença pode estar mais grave. “Alguns casos podem evoluir para formas mais graves da doença e levar a pessoa a óbito. Os sinais de alerta que podem indicar uma progressão para formas mais graves da doença são as dores abdominais intensas, vômitos, sonolências, sinais de sangramento de mucosas e diminuição do volume de urina. É importante ressaltar que, os sintomas da dengue não necessariamente aparecem todos num só paciente, cada quadro possui características distintas. Portanto, ao notar qualquer um destes sintomas a pessoa deve procurar um serviço de saúde”, alertou.

A dengue, porém, pode ser evitada com alguns cuidados como não deixar água parada, usar telas, usar repelentes e inseticidas. “O combate à dengue é uma responsabilidade dos órgãos públicos e de toda população, pois toda a população está vulnerável como um todo. Porém, as regiões do centro-oeste, sudeste e norte são mais propensas à doença”, frisou.

Cláudia Danyella destaca, também, que “não há vacina para dengue e o tratamento não é específico para a doença. O paciente, ao ser diagnosticado, recebe orientações para permanecer em repouso e se manter hidratado e, se houver algum sinal de agravamento, é preciso procurar um serviço de saúde o mais rápido possível”.

A coordenadora, além disso, fala sobre campanhas e ações que objetivam conscientizar a população. “As principais ações são as atividades educativas com a comunidade e escolas com o intuito de conscientizar sobre o risco de manter água parada em locais que permitam a proliferação de larvas do mosquito transmissor da dengue. Também, são distribuídos panfletos informativos sobre o assunto, bem como a capacitação de profissionais da saúde, como os agentes comunitários, para melhor atuação junto às comunidades e famílias”, concluiu Cláudia.

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