Depois de seis anos de queda, casos de malária voltaram a crescer no Brasil, se tornando um assunto de saúde pública. Um dos fatores que influenciam esse aumento são as alterações das paisagens pelos humanos, fornecendo um habitat adequado para as larvas dos mosquitos; valas, represas, garimpos, pneus de veículos com água parada e áreas de desmatamento são alguns dos locais que estes insetos podem se reproduzir.

Segundo o coordenador do curso de Ciências Biológicas Fasi, José Bento, as condições climáticas influenciam, mas não explicam completamente o aumento no número de casos. “A chuva favorece o surgimento de poças de água parada, esse é o local onde as fêmeas do mosquito, infectado pelo protozoário causador da doença, põe os seus ovos. Logo, o número de mosquitos infectados cresce o que aumenta a chance de novos casos da doença. Mas é importante destacar que as chuvas sozinhas não explicam esse aumento, pois a atuação do poder público mostrou-se efetiva em outros anos quando houve redução de casos”, explica o coordenador.

A Fasi por meio de seus laboratórios faz com que os acadêmicos estudem por meio de pesquisas e análises o desenvolvimento da malária e outras doenças. De acordo com o docente que dá aulas de Ecologia, Limnologia, Metodologia científica e Bioestatística no curso de Ciências Biológicas Fasi, Pablo Moreno Souza: “os cursos de saúde na Fasi possuem em suas grades a disciplina de Parasitologia, onde é possível o aprofundamento nas doenças parasitárias tropicais, como é o caso da malária. Além disso, o curso de Ciências Biológicas, somada a disciplina de parasitologia também possui em sua grade disciplinas como Ecologia, Impacto Ambiental e Limnologia que permitem uma análise mais aprofundada sobre o meio ambiente, suas alterações e a influencia sobre a saúde humana,” frisa o docente.

Transmissão

A doença é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles, conhecido em alguns lugares como mosquito prego. O mosquito funciona como vetor, ou meio de transporte para a doença. O causador (agente etiológico) é o parasita do gênero Plasmodium. Esse parasita primeiro se instala no fígado e depois infecta o sangue, especificamente as hemácias.

Sintomas e Tratamento

O quadro clínico é caracterizado por febre, calafrios, tremores, cefaleia e complicações respiratórias.O diagnóstico inicial é clínico e confirmado através dos testes de Gota Espessa, Esfregaço Sanguíneo ou Testes Imunológicos. Para que seja garantida a melhora do paciente infectado, é necessária a administração de um ou mais fármacos. Os medicamentos são escolhidos pelo médico, de acordo com algumas informações sobre os seguintes aspectos: tipo de plasmódio infectante, idade do paciente, histórico de exposições anteriores, gravidez e outros problemas de saúde, verificados caso a caso.

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