O Calosomaretusum, mais conhecido como “potó” é um inseto pequeno, mas na maioria das vezes, o estrago que ele deixa na pele de uma pessoa não é proporcional ao seu tamanho. Eles aparecem no final do período chuvoso e são responsáveis por muitas queimaduras na pele humana.

Estudos de fósseis demonstram que esses besouros datam de 200 milhões de anos atrás na Ásia. As reações provocadas pelo “Potó” já foram registradas pela Medicina Chinesa há cerca de 1200 anos. No Brasil, o primeiro surto do besouro foi registrado em 1912.

O docente e coordenador do curso Ciências Biológicas Funorte, José Bento Sampaio Junior, explica que: “quando o besouro é esmagado, mesmo que parcialmente, contra a pele, ele libera uma toxina chamada pederina. Tal toxina causa uma irritação na pele conhecida como pederismo”. Ele ainda alerta que: “quem só perceber que foi atingido por potó posteriormente ao contato com o inseto, deve lavar o local com água e sabão. Um médico pode indicar a aplicação na pele de tintura de iodo, que neutraliza a pederina. Em alguns casos, o médico pode receitar o uso de anti-histamínicos orais”, destaca.

Algumas medidas preventivas podem ser adotadas para evitar a manifestação deste besouro. O docente orienta que: “fechar as janelas e portas antes de ligar as luzes, o uso de telas nas janelas evitam que o inseto adentre na residência. Além disso, os repelentes podem ajudar, se a pessoa está em uma área com alta incidência do besouro. Vale ressaltar, as pessoas devem ser orientadas a evitar esmagar o inseto, pois é assim que ele libera sua toxina”, finaliza.

Cassiano Veloso

 

 

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